quarta-feira, 2 de junho de 2010
Não precisava.
Eu não pedi a Deus pra que você aparecesse. Também não pedi pra não aparecer.
Mas não precisava ser assim, ser agora, ser no meio de tantas situações.
Finalmente, quando eu podia enxergar nitidamente o mundo, você se coloca entre mim e ele. E de repente não resta mais nada.
De repente, você é a janela. De repente, dúvida vira constatação.
Tão de repente que não precisava.
Você não precisava ser assim simpático. Não precisava ter esse jeito de falar. Não precisava saber meu nome, nem se aproximar tanto, nem existir tanto.Você não precisava estar ali.
Mas você é, fala, se aproxima, existe e me olha de um jeito que, talvez eu realmente esteja viajando, mas é você quem paga as passagens.
Tão intenso que não precisava. Tão suficiente que não precisava.
E eu me sinto a idiota de sempre. Eu faço dos meus sonhos, meus maiores pecados. Eu vi algo de mim em você e mesmo sabendo que não posso, não devo, não ousaria e NÃO PRECISAVA, mergulho. E nado em você por todo o tempo.
Porque o tempo, apesar de precisar, já não existe.
De repente me instiga, me sufoca, me chama. De repente, deixa o mundo existir outra vez.
De repente você está lá, nadando num mar igualzinho ao meu. Vivendo uma história que não esperava e existindo em mais lugares do que supõe.
É... não precisava.
Mas já preciso.
_ Dia dos namorados chegando. Sempre bom deixar o amor no ar. Voltarei com mais. Beijos doces de amor para todos!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Paquetá
'' ... É que eu já sei de cor qual o quê dos quais
e poréns dos afins, pense bem ou não pense assim!
(...)
Que desfeita, intriga, Uó! Um capricho essa rixa, e mal
do imbróglio que quiproquó e disso, bem, fez-se esse nó.
E desse engodo eu vi luzir de longe teu farol
minha ilha perdida é aí, o meu pôr-do-sol.''
e poréns dos afins, pense bem ou não pense assim!
(...)
Que desfeita, intriga, Uó! Um capricho essa rixa, e mal
do imbróglio que quiproquó e disso, bem, fez-se esse nó.
E desse engodo eu vi luzir de longe teu farol
minha ilha perdida é aí, o meu pôr-do-sol.''
terça-feira, 25 de maio de 2010
25.maio, dia do sapateado !
Ontem, dia 24, foi minha primeira aula de sapateado depois da minha decisão em voltar. E vocês não pensem que foi fácil, não só no quesito ''enferrujadíssima'', mas também pelo fato de tudo querer conspirar contra. Cadê que eu achava meu sapato? Nunca, em 12 anos de sapateado, foi tão dífìcil encontrá-lo. Ele sempre gostou de se esconder, escolher o lugar onde vai ficar. Mas ontem ele resolveu de-sa-pa-re-cer! Fora o fato de começar o dia com um ''veja com seu pai sobre sua volta lá''. Ahh, já tinha quaaase desistido, quando meu pai foi super simplório em sua decisão. Porém depois veio o episódio do sumiço do danadinho do meu sapato. Mas fui, firme e forte, enfrentei tudo e recomecei.
Agora, atentando ao fato de eu estar SUPER enferrujada. Tive menos dificuldade do que eu imaginava, mas nossa, perdi totalmente o ritmo da Vaninha e das meninas. Sem contar que as meninas em que eu mostrava os passos, me ajudaram desta vez nas minhas dificuldades. Fiquei passada, maaas sabia que um dia isso ia acontecer. Elas me ultrapassaram né, e estão melhores do que nunca. Que pull backs são aqueles! Preciso praticar e não parar mais.
Bem, Neste ano será comemorado o 1º ''Dia municipal do Sapateado''. O dia comemorativo surgiu a partir de uma lei, aprovada ano passado, que intitulou 25 de maio no calendário comemorativo da cidade, por ser a data de nascimento de Bill Bojangles Robinson (um dos grandes sapateadores americanos). O sapateado americano surgiu nos Estados Unidos, do encontro dos irlandeses com os negros africanos. É uma dança sonora, onde os sons são produzidos pelos pés, utilizando o sapato como instrumento.
''Com as chapinhas nos pés, você pode tocar todo tipo de música. Só é preciso criatividade e treino para explorar todas as possibilidades do sapato – sons, timbres e combinações''.
Parabéns, à nós, sapateadores!!!
Agora, atentando ao fato de eu estar SUPER enferrujada. Tive menos dificuldade do que eu imaginava, mas nossa, perdi totalmente o ritmo da Vaninha e das meninas. Sem contar que as meninas em que eu mostrava os passos, me ajudaram desta vez nas minhas dificuldades. Fiquei passada, maaas sabia que um dia isso ia acontecer. Elas me ultrapassaram né, e estão melhores do que nunca. Que pull backs são aqueles! Preciso praticar e não parar mais.
Bem, Neste ano será comemorado o 1º ''Dia municipal do Sapateado''. O dia comemorativo surgiu a partir de uma lei, aprovada ano passado, que intitulou 25 de maio no calendário comemorativo da cidade, por ser a data de nascimento de Bill Bojangles Robinson (um dos grandes sapateadores americanos). O sapateado americano surgiu nos Estados Unidos, do encontro dos irlandeses com os negros africanos. É uma dança sonora, onde os sons são produzidos pelos pés, utilizando o sapato como instrumento.
''Com as chapinhas nos pés, você pode tocar todo tipo de música. Só é preciso criatividade e treino para explorar todas as possibilidades do sapato – sons, timbres e combinações''.
Parabéns, à nós, sapateadores!!!
Rafaella Telles
segunda-feira, 24 de maio de 2010
o outro lado
E corre, e cai, e tropeça mais um milhão de vezes. Quando vê, já foi mais de um mês. Mais de trinta dias vivendo, correndo, se orgulhando ou lembrando de fatos com aperto no peito. Quem sabe já não passou muito mais que isso?
Hoje eu vim pra cá olhando o outro lado. Vim olhando a estrada!
Meu olhar não se perdeu, meu sorriso foi de ânimo e minha força buscou mãos quentes e não areia de praia.
''antes tarde, do que mais tarde ainda'' ...
por hoje é só! ;)
sexta-feira, 21 de maio de 2010
ama-me baixinho
Quando a gente ama, tem sempre uma parte daquela pessoa que só a gente conhece. O jeito de ajeitar o cabelo com desinteresse, a palavra dita que sempre vem junto de um sorriso, ou até a maneira de olhar quando quer alguma coisa que, todavia, não pede. No fundo a gente sabe que, a despeito de qualquer defesa que a gente construa, colocamos ali, exatamente na leveza dos olhos daquela pessoa, todas as nossas esperanças, angustias e emoções.
Quando se ama, de verdade e com os quatro compartimentos do coração, aquela pessoa se torna uma equação que você vai resolvendo todos os dias, em silêncio. Aos poucos você percebe que a soma de um sorriso com um olhar que foge, é igual a timidez. Que multiplicar aleatoriamente os gestos e as palavras equivalem a "não consigo dizer em voz alta que te amo". E até que dividir com você o mesmo sono, apertado numa cama de solteiro, significa que ele precisa de alguém que o ajude a viver nesse mundo de loucos.
Existe algo de muito belo, ainda que assustador, em amar alguém. É como preencher as horas do seu dia com a mais intrigante de todas a coisas intrigantes. A idéia de compartilhar e ser compartilhado traduz a nossa necessidade de fazer parte dessa engranagem que movimenta o mundo ou, em melhores termos, de saber que, de alguma forma, não passamos em branco pela vida.
O amor é uma forma única que quando se divide, cria dois inteiros no lugar de duas metades. Quando se ama, dentro de você nasce e cresce a convicção de que, afinal, ainda existe sim uma esperança de que as coisas sejam mais e melhores.
Mas, ainda que amar seja tudo isso que disse, ainda assim é uma dor. Dor que desperta diante da súbita constatação de que o amor que recebemos foi insuficiente para repor aquele que entregamos. Mas ainda que doa, mesmo assim, não saberia viver sem amar. Quem não ama nunca saberá o motivo de sua própria existência, jamais experimentará a segurança morna de um abraço e nem, tampouco, o enlaçe inviolável que é criado toda vez que um amor nasce entre duas pessoas.
Eu amo.
E espero que um dia possamos dizer que, apesar dos pesares, amamos com a total ausência dessa dor "que desatina sem doer". E como diria meu amigo Mário Quintana: ''a vida é breve, e o amor, mais breve ainda.''
Retweet
''BOM DIA vc q acordou de mau humor! Hj é sexta-feira, se isso ñ é motivo pra sorrir é pq sua vida tá msm mto ruim! Repense!'' (HugoGloss)

Hoje ao acordar, li essa frase de um retweet de uma amiga. Já me senti assim, então ri litros. Sorriso frouxo e fácil ultimamente (apesar de alguns pesares rs). Final de semana está aí, e seja lá o que você for fazer ou com quem você estará, arranque algum proveito disso. Não que a vida seja um mar de rosas. Não, e não é! Mas ficar pelos cantos reclamando de tudo também não dá. É bastante óbviu que quando você pensa positivo a ponto de virar uma boba alegre, tudo fica bom. E isso não acontece por causa da ''lei divina do pensamento positivo'', e sim porque quando você está de bom humor, até o que é ruim deixa de ser tão ruim assim. Cocô de passarinho no carro? Pois veja como a natureza é bela!
Um pouco de risada faz bem pra pele, geeente!
;)
sereníssima
'' (...) Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades,
Tínhamos a idéia mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar. (...) ''
Mas existem outras coisas
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades,
Tínhamos a idéia mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar. (...) ''
Renato Russo - Legião Urbana
* Essa música é demais. Ouçam!!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
do mocinho ao bandido
Nós, mulheres nos deliciamos em viver um romance no qual sejamos as verdadeiras protagonistas, que tenhamos que batalhar por eles e não o contrário. Adoramos não saber direito o que estamos fazendo. Chamam isso de ressaca. Depois de tantos e tantos anos inebriadas no perfume exageradamente doce do romance, sempre estivemos à espera na janela e nunca desbravando horizontes em busca de um amor. Fato é: o interessante é o homem ser apenas um pedaço do que queremos... porque, cá entre nós, o príncipe montado no cavalo é mais um hábito do que qualquer outra coisa.
Hoje somos muito mais exigentes. Procuramos um homem com qualidades que encontraríamos num Dom Juan e num Clark Kent com óculos de grau... tudo junto. Ele é quase o vilão das historinhas, mas ao contrário daqueles, é apaixonado pela mocinha. Um clássico western invertido. Homem bonzinho que respeita demais, que ama demais, que declara demais, é chato demais. O que avassala o nosso coraçãozinho é o olhar 43 no qual nos sentimos desejadas e aquele sorriso de canto de boca que nasceu com o dom de ser cafajeste. 'Ele não pode ser bonzinho demais. No começo ele tem que saber o que está fazendo mesmo. Depois, um "q" de preocupação: mensagenzinhas de madrugada, convites para sair no final de semana... Nada de romantismo demais.' - Dizem.
E sabe de uma coisa?
Concordo! Tá na hora de quebrar tabus e edificar desejos. Nossos pais lutaram pela liberdade de ser o que se quer ser. Cabe a nós, mulheres, tomar o partido e usufruir dessa liberdade. A pessoa com quem você vai passar o resto da vida pode estar em qualquer lugar, no mocinho, no bandido, ou nos dois!
Já disse Marta Medeiros: "O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa."
Falou e disse né?
Hoje somos muito mais exigentes. Procuramos um homem com qualidades que encontraríamos num Dom Juan e num Clark Kent com óculos de grau... tudo junto. Ele é quase o vilão das historinhas, mas ao contrário daqueles, é apaixonado pela mocinha. Um clássico western invertido. Homem bonzinho que respeita demais, que ama demais, que declara demais, é chato demais. O que avassala o nosso coraçãozinho é o olhar 43 no qual nos sentimos desejadas e aquele sorriso de canto de boca que nasceu com o dom de ser cafajeste. 'Ele não pode ser bonzinho demais. No começo ele tem que saber o que está fazendo mesmo. Depois, um "q" de preocupação: mensagenzinhas de madrugada, convites para sair no final de semana... Nada de romantismo demais.' - Dizem.
E sabe de uma coisa?
Concordo! Tá na hora de quebrar tabus e edificar desejos. Nossos pais lutaram pela liberdade de ser o que se quer ser. Cabe a nós, mulheres, tomar o partido e usufruir dessa liberdade. A pessoa com quem você vai passar o resto da vida pode estar em qualquer lugar, no mocinho, no bandido, ou nos dois!
Já disse Marta Medeiros: "O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa."
Falou e disse né?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Calce esta ideia!
Hoje tomei uma atitude muito importante na minha vida. Não sei como tudo começou, mas sei que estava a caminho do salão. Resolvi que voltarei pra minha amada dança. Isso mesmo! Nada me impedirá dessa vez. Não vou ficar mais por ai me lamuriando por não saber se quero Sapateado ou Odonto. Quero os dois, e ai de quem me contrariar!
A minha vida inteira foi assim, desde pequena amava dentes, ficava horas perguntando a minha dentista, sempre tão paciente comigo, sobre o que era o que dentro daquele consultório. Era um parque de diversões. Nunca fui emburrada. A não ser que fosse para fazer flúor (aaaaaaaaargh, detesto isso até hoje - meus pacientes que me desculpem).
E desde que me entendo por gente, ou desde a barriga dançante de minha mãe (te amo), eu vivo e respiro uma sala de balé. Fiz de tudo que você pode pensar rápido neste momento. Balé, jazz, sapateado, street dance, moderno, conteporâneo, dança de salão. E dentro desses, ''n'' outras modalidades. Minha mãe era bailarina, professora formada. Tinha outro rumo a seguir? Nunca fui obrigada, ia com o maior gosto do mundo e sempre fui inchirida. Não é a toa que com 12 anos fazia parte do grupo de sapateado dos Adultos da Dallal Aschcar. E os professores sempre me deram a maior força. Nesse quesito sempre fui muito precoce. Queria o mundo do sapateado ao meu redor.
Algumas vezes entrei na contramão da arte. Fiz curso de passarela, fotografia, etiqueta, maquiagem. Mas sempre acabava naquele metro quadrado cheio de espelhos na parede, e barras vermelhas para combinar com o slogan da academia.
Por alguns acasos, não muito bem vindos ao momento, meu endereço da dança mudou. Começa então o universo da Studio Talento e Arte. Novos projetos, muitas mudanças. Mas foram anos maravilhosos. Como aprendi com aquelas pessoas maravilhosas. Tudo começou em 2004, mas pra mim tinha acabado em 2007. Tinha! Repito.
Agora, sem muito porque, fui levada a ter vontade de voltar. Sempre há tempo! Esse é meu tempo, minha hora. Nada naquele momento me impediu de enfrentar minha realidade. Pessoas não conseguiam me ligar e desviar meu caminho, minha mãe não argumentou quanto a nada, consegui falar com meu antigo partner e ele me deu a maior força para voltar. Tudo foi como o não esperado. Normalmente alguém me ligaria, ou eu receberia alguma mensagem que desviaria meu rumo. Porém o destino, mais uma vez, me ajudou e eu consegui infrentar meus medos quanto a essa volta.
Muitas pessoas me motivaram a isso esse mês que passou. Não irei citá-las, mas aqui vai meu muito obrigada! Sem a palavra e incentivo de vocês (e cada um que lê, sabe a quem agradeço) nada disso estaria acontecendo.
E foi assim que Rafaella, voltou a sapatear!
DO YOU TAP? I PLAY!
A minha vida inteira foi assim, desde pequena amava dentes, ficava horas perguntando a minha dentista, sempre tão paciente comigo, sobre o que era o que dentro daquele consultório. Era um parque de diversões. Nunca fui emburrada. A não ser que fosse para fazer flúor (aaaaaaaaargh, detesto isso até hoje - meus pacientes que me desculpem).
E desde que me entendo por gente, ou desde a barriga dançante de minha mãe (te amo), eu vivo e respiro uma sala de balé. Fiz de tudo que você pode pensar rápido neste momento. Balé, jazz, sapateado, street dance, moderno, conteporâneo, dança de salão. E dentro desses, ''n'' outras modalidades. Minha mãe era bailarina, professora formada. Tinha outro rumo a seguir? Nunca fui obrigada, ia com o maior gosto do mundo e sempre fui inchirida. Não é a toa que com 12 anos fazia parte do grupo de sapateado dos Adultos da Dallal Aschcar. E os professores sempre me deram a maior força. Nesse quesito sempre fui muito precoce. Queria o mundo do sapateado ao meu redor.
Algumas vezes entrei na contramão da arte. Fiz curso de passarela, fotografia, etiqueta, maquiagem. Mas sempre acabava naquele metro quadrado cheio de espelhos na parede, e barras vermelhas para combinar com o slogan da academia.
Por alguns acasos, não muito bem vindos ao momento, meu endereço da dança mudou. Começa então o universo da Studio Talento e Arte. Novos projetos, muitas mudanças. Mas foram anos maravilhosos. Como aprendi com aquelas pessoas maravilhosas. Tudo começou em 2004, mas pra mim tinha acabado em 2007. Tinha! Repito.
Agora, sem muito porque, fui levada a ter vontade de voltar. Sempre há tempo! Esse é meu tempo, minha hora. Nada naquele momento me impediu de enfrentar minha realidade. Pessoas não conseguiam me ligar e desviar meu caminho, minha mãe não argumentou quanto a nada, consegui falar com meu antigo partner e ele me deu a maior força para voltar. Tudo foi como o não esperado. Normalmente alguém me ligaria, ou eu receberia alguma mensagem que desviaria meu rumo. Porém o destino, mais uma vez, me ajudou e eu consegui infrentar meus medos quanto a essa volta.
Muitas pessoas me motivaram a isso esse mês que passou. Não irei citá-las, mas aqui vai meu muito obrigada! Sem a palavra e incentivo de vocês (e cada um que lê, sabe a quem agradeço) nada disso estaria acontecendo.
E foi assim que Rafaella, voltou a sapatear!
DO YOU TAP? I PLAY!
meus pés
Rafaella Telles
Myself
Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras, das santinhas, das nem tão santinhas assim. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do bairro, a do ballet, a do inglês, as virtuais, as agregadas, as certas e as tortas, as velhas e as novas.
E em cada um desses universos eu criava uma nova Rafaella, que se encaixasse. Essa sempre foi a melhor parte, em cada novo universo, você pode assumir um novo você, com elementos do que tá à sua volta e elementos teus. Mas sem deixar o verdadeiro eu ir embora.
Isso é MÁGICO.
É nessa que você se constrói, é de cada pedaço que você pega pelo caminho e vai colocando dentro de você que você é feito.
Mas uma vez me disseram que “mudar” de acordo com o ambiente e as pessoas que me cercam é errado e mostra que você não sabe quem é, ou que tá mentindo pra um dos lados.
Só que se você sair só andando na água, você se afoga. E se sair nadando na terra vão te dar choque no cérebro. Não dá pra virar um saco de atitudes predefinidas, isso não é viver, isso é encenar a própria existência.
Vou te falar o que é errado: atacar uma pessoa por ser várias ou não amar todas as pessoas que essa pessoa possa ser. Porque o sorriso dela é o mesmo em todo lugar, o olhar também, o cheiro também. E o que ela sente por você, também! Isso também vale pro que ela NÃO sentir.
Quando o outro é 10 e a gente é 10, a gente acaba sendo 20. Na minha cabeça, não faz sentido querer diminuir o resultado dessa soma.
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