quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um dia, a mola também foi assim


Era uma mulher. dessas que veêm aventura em tudo. - Ah, que idéia maluca essa de se arriscar! - e lá foi ela. Largou o mundo por uma migalha de pão, um doce afago pelo eterno cinza da manhã. Pois pra quem sabe cismar, não há tempo nem dificudades que bloqueie. Carrega-se apenas uma vontade grande o suficiente que ultrapasse aquelas barreiras que vêm junto com a ambissão de vencer. E esta sai acotovelando previsões ou até qualquer cautela que faça um mortal caminhar para trás.

Esquecendo que causa e consequência andam de mãos atadas, foi realizar um desejo inconsequente. Chegou na terra da garoa e escalou o andar dos sonhos. foi ser bailarina. Se São Paulo fosse alguém pra conversar, ele seria do tipo de pessoa que não escuta. Que interrompe fala e te trai. Trai por atrair pessoas de todos os cantos, pra uma só missão. E o mundo da dança não está tão sozinho quanto quem conversa com esse melancólico lugar.

Vão os dias, vai ela. Pediu pra protagonizar seu próprio filme, e procurar oportunidade onde falta espaço. Mas o tempo passa, passou. Ela pediu por isso. Pediu alto. Pediu e vai conseguindo, mesmo que perdida, adora um resultado e não larga mão de tudo tão fácil assim.

Depois de acreditar-desacreditando, a mudança está só começando. E ser uma mulher que pôde escolher seu destino, vai muito além de poucas possibilidades.

Pernas pro alto e cheia de perseverança, espera por tudo que ainda vem.

Rafaella Telles

( Texto meramente crônico e ilustrativo. )

domingo, 3 de janeiro de 2010

'pl



isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

pl

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Num passado remoto perdi meu controle


Me perdi
não sei por onde andar
não sei onde chegar

de um lado virtudes, esperanças, sonhos.
do outro prazeres, sensibilidades, desejos.

dei nome ao passado, divino.
eu não mais o vejo
mas está aqui em algum lugar, onde hei de achar.
o esqueci dentro de dúvidas.
santo erro que ainda cometo.

Solta a brisa, a melodia que marquei.
que me marcou!
ficou!

quase profano, tudo aquilo que deveras não sei.
fiquei estática, e o passo longo.
ao meu destino, as costas não virar-lhe-ei.
quando eu o achar
pode ser perfeito.

Rafaella Telles

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

'pl



do espanto ao esperanto
através do meu ex-pranto
lá se vai meu por enquanto
pl

domingo, 14 de junho de 2009

'M.


"Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade.
Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados.
O amor é o prêmio para quem relaxa."


Martha Medeiros

quinta-feira, 23 de abril de 2009

almost sweet talk


Com frequencia sonho com ele, mas jamais é inteiramente ele: ele às vezes tem, no sonho, alguma coisa de um pouco deslocado, de excessivo. E diante da foto, como no sonho, havia sempre um lugar reservado, preservado: a claridade de seus olhos.
é quase ele!
e é quase ali que eu gostaria de viver...

caffeine

domingo, 19 de abril de 2009

'M.

Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida.
Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam.
O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz.

Martha Medeiros

quarta-feira, 25 de março de 2009

'pl












Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu,tano.
Eu,femismo.

Veríssimo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dançapateando

[Memórias de movimentos suaves, repletos de pas de bourrée, sissone e assemblé. Sonhos exaustivos e suados que só buscavam a perfeição.]

A dança, a priori, remeti a força e leveza do homem, transmitindo pelo corpo uma linguagem já aprimorada. Desde então, encara caras e bocas de todos os lados. Existem os que se aderem ao mundo e outros que caminham em um falso conceito.

Por um tempo exitei em expor meus sentimentos, mas mergulhei no princípio dos contratempos e em folha toda branca dei meu primeiro passo. Sem temer, esbocei tudo que me foi ensinado: gira, corre, salta. - olha o tempo! estica esse pé! - expressa, olha, vive. Tudo sete, oito.

Se antes o esforço e o empenho, depois as dificuldades, erros, tombos, bolhas. - Ah, as bolhas! nem me lembra delas. - Verdade é que só com toda essa mistura, a pureza do prefácio se faz real.


Assim, nasce todo o desejo de timbres, sons e combinações. Uma vez inerente à essas possibilidades, a base do seu corpo enriquece qualquer capela.

Me fogem as palavras ao tentar expressar o que significa pra mim ter o tempo na mente e total controle dos meus movimentos. O palco torna-se vazio e só escuto meus passos, meus flaps, meus riffs. Meu desafio é a música. Ela me acompanha.

Sapatos e sapatilha a postos, coreografia passada e repassada, vibrações carregadas de energia. Merda para todos! (Cortinas abertas.)

A música toca, meus movimentos são ricos, meu sorriso vibrante. Olhares me chamam atenção; olhos nos seguem. É notório o arrepio dos que ali estão. (Pose final.)


Meus pés tomados de ensaios pedem um salva de palmas.

Rafaella Telles

domingo, 14 de dezembro de 2008

O ex-estranho

redonda. nao, nunca vai ser redonda
essa louca vida minha
quadra, quadrinha
nao, nada,
essa vida nao vai ser minha.
vida quebrada ao meio,
voce nunca disse a que veio.
pl