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sábado, 15 de janeiro de 2011

Pra falar de amor

Eu te chamei aqui porque hoje eu vim falar de mim. Essa vontade que eu sinto em dizer o que você fez aqui dentro. Eu que me fechei, e esqueci de um mundo inteiro. Que mesmo mal conhecendo a vida, sofria de uma urgência de falar sobre o quanto eu aprendi nesses anos, o tanto que eu carreguei de bagagem, como alguém que volta de uma viagem cansada, mas ainda tem força pra mostrar as fotos. E com algum conhecimento que adquiri ao longo do tempo, disfarcei inocência e te chamei aqui.

Eu te puxei pra cá pra falar de você. Você que destruiu todos os meus porquês, me fazendo desacelerar de toda a minha pacata rotina, e trouxe de volta reposta a tudo. Que como um clarão, iluminou minh'alma até me emudecer de tanta paz. Bagunçou esse meu ser a duzentos por hora, que desde o primeiro momento em que te viu não aceitou jamais te perder. Eu falei tanto de mim, de você, de nós. E você me escutou com cautela. Dedicado em interpretar cada palavra, gesto e tom de voz, você me deixou falar. Quando ninguém mais no mundo me ouvia. Me trouxe calmaria. Me cativou em cada detalhe meu, em cada centímetro do meu corpo, em cada erro, cada acerto, medo, vontade. Você é minha serenidade.

Eu te fiz ficar pra  falar de amor. Aquilo que sinto, forte como tua voz que me cala. Teu sorriso que me desmancha e me apaixona descontrolavelmente. Esse teu abraço confortável, um que existe enquanto a minha cabeça encosta no seu ombro. Eu queria te falar de alegria, te contar do quanto ainda me admirava descobrir algo tão doce em você, quando todos os doces já me pareciam amargos. Eu quis te falar do sol que eu vejo mesmo quando fica nublado, do tanto que o meu peito se aquece mesmo quando o frio aparece. Quis avisar do quanto o tempo me surpreende quando estou ao seu lado, de como o contraste da vida aumentou, do quanto cinco dedos entrelaçados aos meus fizeram tudo ser possível.

E foi você quem me fez ficar. Extrapolou a minha probabilidade de sorrisos e preencheu o predicado de tudo em que hoje eu sou sujeito. Inspirou, acolheu, fez melhor e falou o que sempre precisei ouvir. Uma resposta sincera, completa, inédita.

E aí eu calei.
Porque quando não sou eu que falo, quando o meu coração palpita e eu calo, é você que fala em mim. E quando a gente fala junto, quem se cala é o próprio mundo, pra ouvir falar de um amor sem fim.

você merece cada detalhe do meu dia.

Rafaella Telles


" (...) Você vai encontrar alguém que vai mudar
A sua vida inteira da noite pro dia! (...) "


te amo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

17out


Estou em muita falta aqui! Tenho tantos textos pra postar e tantas reflexões a expor, mas com essa nova fase na minha vida tenho que repensar bastante no que espelhar aqui. Nunca me senti tão leve e cheia de bons sentimentos ao mesmo tempo como tenho estado. Meu coração enfim está preenchido por completo. Nem sei mais o tempo que esperei pra eu mesma me encontrar assim. E neste post é tudo que eu tenho a dizer sobre isso. Meus nós andam bem distantes de quiproquós! Hoje não vou postar uma cronica, nem poesia, nem musica, hoje é cotidiano. MESMO!

Me lembro perfeitamente daquele último show. Eu entrando naquele lugar cinzento, de odor não muito agradável e cumprimentando sempre alguém. A maioria das pessoas que rodeiam a minha vida, partilham do mesmo gosto que o meu. E naquele lugar, não tinha como ser diferente. Era um dia de tristeza, misturado com felicidade, saudade, e um sentimento que até hoje, ninguém que esteve lá, soube explicar. Como pode sentir tudo isso ao mesmo tempo? Que sintonia é essa? Fato é que somos um público fiel e estávamos todos lá: rezando pra que não fosse real tudo aquilo que foi dito em torno do show. Entramos sabendo a verdade e saímos pedindo para que fosse mentira! Passado algum tempo, fizeram a alegria de alguns, tornando cada segundo do pseudo-encontro o mais longo possível e sendo muito bem saboreado. E novamente estávamos nós ali, não acreditando ainda no que se passava.

Hoje eu que não acredito nem um pouco no que está pra acontecer. Dezessete de outubro, quase duas semanas antes do meu aniversário. Natural pra quem tá prestes a nascer de novo!

Mala pronta, coração na mão e apenas dois dias que me separam de um dia que eu tanto esperei! Eu não disse que ia?

sábado, 19 de junho de 2010

Francisco, again

Sei que prometi postar crônicas, mas hoje é o dia dele! Eeee, bem, estou desculpada, né?! rs.

 

Desde nova fui embalada por sons brasileiros, mas levei um tempo pra me encontrar em grandes poetas. Vaguei aqui, ali. Mas finalmente me achei. Fui me apaixonando aos poucos, ouvindo amigos cantando, vídeos rolando, histórias sendo contadas. E assim começaram os meus ensinamentos.
Aprendi, por exemplo, que havia uma mãe que muito se orgulhava de seu filho que, apesar de ser bandido, nada em casa permitia que faltasse. Seu moço, olha aí, é O Meu Guri (''e ele chega''). Que Vai Passar nessa avenida um samba popular, onde até dançaram os nossos ancestrais; ou, quem sabe, o que passava era A Banda, cantando coisas de amor, deixando eu, a moça triste (que vivia calada) a sorrir na sacada – da janela, surpreendentemente alegre, assim como toda a cidade; haviam notícias frescas em um disco, Meu Caro Amigo; o homem que caíra, ou mesmo suicidara-se em uma Construção (e que ''beijou sua mulher como se fosse a única…''), um que adivinhava ou deduzia O Que Será, e outro que falava de sua amada, tão preocupada, puro Cotidiano.
Outro dia minha mãe perguntava se eu conhecia a música da Geni. Disse que ouviu Chico cantando por aí. Conhecia, mas escutava sem atenção, nunca soube do que se tratava, nem de tamanha revolução. Dona Tereza desde então era pega cantando-a pela casa (ela quando cisma com uma música, só Deus sabe como parar).
Alguns dias se passaram e ontem eu ouvi a música da Geni. Não sabia, mas a composição havia sido bastante criticada. De conservadores até liberais. Mas ontem eu ouvi e senti pena. Pena pela coitada, tão singela, mas que também tinha seus caprichos e não era perdoada pela cidade – tão péssima em agradecimentos. Aquela que já foi namorada dos avarentos, dava-se atrás do tanque, no mato. Era quem fazia sonhar os moleques do internato. Ontem eu senti pena de Geni. E também pela moça que se debruçava no corpo do amado, que agarrava os teus cabelos, ''sem carinho, sem coberta, no tapete'', Atrás da Porta. Aquela mesma, que fora abandonada por quem a mandou ser feliz e passar bem. Olhos nos Olhos  ''quero ver como suporta me ver tão feliz''. Aliás, onde estará, ela, a Geni e tantas outras damas que Buarque encarnava, suas mais reais personagens, genuínas e solitárias…
Hoje eu cantei Geni, sem perceber. Mamãe preparava a comida e nem via o fato até que aumentei o volume. Fiz um dueto com o Chico, mas ele não me ouvia e nem se deixava ser interrompido. Cantei Geni no itunes, já que é difícil encontrá-la nas estações de rádio. Minha mãe me pediu que eu cantasse o restante das canções, diz que acha bonita a minha voz, imagina! Coisas de mãe (meu pai é mais sincero quanto a isso. gas-gui-ta e pronto. rs). A próxima começou como um conselho: ''Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas''. Chico só errara na localização geográfica. As mulheres são de Hollanda.

O dia de hoje, significa muito para a música popular brasileira.
Chico Buarque, um grande poeta, completa mais um ano de vida. sessenta e seis anos, e grande parte destes, regidos de muita música e literatura brasileira.
Não ouvi Chico a minha vida toda, mas de uns anos pra cá ele completou meu repertório musical e preencheu pensamentos soltos.
Artista combativo, clamoroso pela liberdade de expressão, ativo em protestos contra a repressão e a favor dos brasileiros - como ele - forçados a viver no exílio. Grande participante de festivais de MPB, sempre enfrentando os ditames ditatoriais em suas músicas. Hoje se alterna entre música e literatura, sempre com desenvoltura e qualidade. Pode não ser tão combativo quanto no passado, mas segue com afiado espírito crítico. É, acima de tudo, um poeta da canção popular.

Parabéns ao Chico! – poeta, cantor, compositor, boêmio e encantador.

E para curtir um pouquinho do muito que ele tem a nos oferecer acessa lá:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

band-aid


Eu quis muito aquele sapato.
Ele era tão lindo.
Um traidor!
Mas é sempre assim. Eu sempre escolho o sapato que mais devora pés de toda a minha sapateira exatamente no dia em que sei que ficarei andando de lá para cá o tempo todo. A competência de escolher errado é tanta que, numa outra ocasião, cheguei a jogar um scarpin safado na lata do lixo. E ele nem era tão velho. Era só odioso.
Bom, mas o fato que segue relatado abaixo, eu estava com outro par de sapatos divino, mas que nem com toda sua divindade conseguia se redimir do mal que me causava.
É fácil me lembrar com detalhes dos episódios porque todos os momentos ficaram registrados na minha memória e no meu dedinho.
Lembro-me de cada passo: a ida ao banheiro com a amiga, a volta do banheiro, longas caminhadas do carro a entrada da festa e vice-versa quando tentei ir embora, o fato de ter que levantar para comer quaisquer que fosse o prato de tamanha delicadeza.
Suplício.
Já ''acomodada'' na mesa, olhei para os meus pés.
Sapatinho safado...
Eram só nove e quinze. A longa noite só estava começando, e pretendia acabar em algum momento entre uma e duas da manha. Cinco horas, meus amigos. Cinco horas, era o tempo que eu teria de resistir. Maldição. E a amiga, não parava sentada. Oxii!
Tentei de tudo. Pedaços de papel dobrados para proteger a pele onde a situação era mais crítica, algodão que não solucionava quase nada.
Não, eu não tinha um band-aid na minha bolsa. Nunca tenho um band-aid na minha bolsa quando preciso de um band-aid. Mas por meses sem precisar dele, eu tinha tido um. Um cujo envelopinho derretera de tanto esperar, dormindo em minha carteira. Vai acabar feito o outro sapato: na lata do lixo. Mas naquele momento, em que eu seria capaz de trocar uma mecha do meu cabelo por um esparadrapo, não havia nada ao alcance dos meus pobres pés.
Existiam, pois, algumas mulheres com sapatos tão deprimentes quanto o meu.
Sim, elas, sua solicitude e suas bolsas que são mais pra um quite de sobrevivência.
Lá vinha uma delas conversar com a amiga.
Antes que chegasse perto, percebi em seu semblante algo de familiar. Por detrás de toda elegância, vi que ela tinha cara de quem estava com sapato apertado.
_''Oi. Você não teria, por favor, se não for incomodar, sem querer atrapalhar sua diversão, ó, adorável senhora, um band-aidinho para me emprestar?''
_''Band-aaaaaaaaaaaaaid???''
Sim, era um band-aid que eu queria. Não havia pedido uma banana de dinamite, anfetaminas, um tubo de KY ou um pedaço de pizza fria. Queria um band-aid. Um band-aidinho safado, pelo amor das almas.
_''Rarrã, é, sim, é, você não têm um?''
_ ''Não.''
E fim.
Insucesso absoluto.
Vaca.
Duvido que ela não tivesse um band-aid naquela bolsa enorme nada tendencioso àquela festa.
Nunca vislumbrei o paraíso, mas ali, entre as nuvens, para mim, ele era um só.
Um band-aid, pelo amor de Deus.
Antes que eu pudesse mostrar meu pé em sangue para a amiga, apareceu outra mulher. Sorridente, saltitante, quase feliz. E ela nem estava de havaianas.
Resolvi abordá-la quando a outra - a nervosa - não estava olhando.
_''Oi, puxa, você não teria um band-aid para me emprestar?''. Tentei de novo, falando baixo para a outra não ouvir.
_''Ah, um band-aid. Tenho, tenho sim. Tenho um só, na minha bolsa, mas eu já vou pegar para você, tá?''
Lá foi ela, toda faceira, voltando com um band-aid, bem velhinho, que me deu nas mãos.
Olhei descrente para aquele pedaço de papel...
Deveria estar guardado na bolsa da moça para uma emergência qualquer.
Santa mulher. Santa aniversariante que a convidou.
Saí de lá mancando um pouco menos. Saí quase de joelhos, sim, mas só para economizar o band-aid e mostrar gratidão à mulher que havia salvado minha vida. - ARRÃ! -
A noite passou. O pobre do band-aid doado não resolveu muito os meus problemas a longo prazo, é claro. Derreteu-se após duas horas de tentativas dançantes. Mas o ato de bondade acalentou meu coração. Procurei ficar sentada a maior parte do tempo para não piorar.
Quando eram uma e meia da manhã eu já me preparava para cantar o parabéns e ir em direção à minha casa para cair em um belo sono na minha caminha.
Nunca vislumbrei o paraíso, mas ali, entre as nuvens, para mim, ele era um só.
Correr descalça pelos corredores enormes daquele lugar localizado no Grajaú.

terça-feira, 25 de maio de 2010

25.maio, dia do sapateado !

Ontem, dia 24, foi minha primeira aula de sapateado depois da minha decisão em voltar. E vocês não pensem que foi fácil, não só no quesito ''enferrujadíssima'', mas também pelo fato de tudo querer conspirar contra. Cadê que eu achava meu sapato? Nunca, em 12 anos de sapateado, foi tão dífìcil encontrá-lo. Ele sempre gostou de se esconder, escolher o lugar onde vai ficar. Mas ontem ele resolveu de-sa-pa-re-cer! Fora o fato de começar o dia com um ''veja com seu pai sobre sua volta lá''. Ahh, já tinha quaaase desistido, quando meu pai foi super simplório em sua decisão. Porém depois veio o episódio do sumiço do danadinho do meu sapato. Mas fui, firme e forte, enfrentei tudo e recomecei.

Agora, atentando ao fato de eu estar SUPER enferrujada. Tive menos dificuldade do que eu imaginava, mas nossa, perdi totalmente o ritmo da Vaninha e das meninas. Sem contar que as meninas em que eu mostrava os passos, me ajudaram desta vez nas minhas dificuldades. Fiquei passada, maaas sabia que um dia isso ia acontecer. Elas me ultrapassaram né, e estão melhores do que nunca. Que pull backs são aqueles! Preciso praticar e não parar mais.

Bem, Neste ano será comemorado o 1º ''Dia municipal do Sapateado''. O dia comemorativo surgiu a partir de uma lei, aprovada ano passado, que intitulou 25 de maio no calendário comemorativo da cidade, por ser a data de nascimento de Bill Bojangles Robinson (um dos grandes sapateadores americanos). O sapateado americano surgiu nos Estados Unidos, do encontro dos irlandeses com os negros africanos. É uma dança sonora, onde os sons são produzidos pelos pés, utilizando o sapato como instrumento.  
''Com as chapinhas nos pés, você pode tocar todo tipo de música. Só é preciso criatividade e treino para explorar todas as possibilidades do sapato – sons, timbres e combinações''. 

Parabéns, à nós, sapateadores!!!



Rafaella Telles

segunda-feira, 24 de maio de 2010

o outro lado


E corre, e cai, e tropeça mais um milhão de vezes. Quando vê, já foi mais de um mês. Mais de trinta dias vivendo, correndo, se orgulhando ou lembrando de fatos com aperto no peito. Quem sabe já não passou muito mais que isso?
Hoje eu vim pra cá olhando o outro lado. Vim olhando a estrada!
Meu olhar não se perdeu, meu sorriso foi de ânimo e minha força buscou mãos quentes e não areia de praia. 

''antes tarde, do que mais tarde ainda'' ...

por hoje é só! ;)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Retweet


''BOM DIA vc q acordou de mau humor! Hj é sexta-feira, se isso ñ é motivo pra sorrir é pq sua vida tá msm mto ruim! Repense!'' (HugoGloss)


Hoje ao acordar, li essa frase de um retweet de uma amiga. Já me senti assim, então ri litros. Sorriso frouxo e fácil ultimamente (apesar de alguns pesares rs). Final de semana está aí, e seja lá o que você for fazer ou com quem você estará, arranque algum proveito disso. Não que a vida seja um mar de rosas. Não, e não é! Mas ficar pelos cantos reclamando de tudo também não dá. É bastante óbviu que quando você pensa positivo a ponto de virar uma boba alegre, tudo fica bom. E isso não acontece por causa da ''lei divina do pensamento positivo'', e sim porque quando você está de bom humor, até o que é ruim deixa de ser tão ruim assim. Cocô de passarinho no carro? Pois veja como a natureza é bela!

Um pouco de risada faz bem pra pele, geeente!
;)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Calce esta ideia!

Hoje tomei uma atitude muito importante na minha vida. Não sei como tudo começou, mas sei que estava a caminho do salão. Resolvi que voltarei pra minha amada dança. Isso mesmo! Nada me impedirá dessa vez. Não vou ficar mais por ai me lamuriando por não saber se quero Sapateado ou Odonto. Quero os dois, e ai de quem me contrariar!
A minha vida inteira foi assim, desde pequena amava dentes, ficava horas perguntando a minha dentista, sempre tão paciente comigo, sobre o que era o que dentro daquele consultório. Era um parque de diversões. Nunca fui emburrada. A não ser que fosse para fazer flúor (aaaaaaaaargh, detesto isso até hoje - meus pacientes que me desculpem).
E desde que me entendo por gente, ou desde a barriga dançante de minha mãe (te amo), eu vivo e respiro uma sala de balé. Fiz de tudo que você pode pensar rápido neste momento. Balé, jazz, sapateado, street dance, moderno, conteporâneo, dança de salão. E dentro desses, ''n'' outras modalidades. Minha mãe era bailarina, professora formada. Tinha outro rumo a seguir? Nunca fui obrigada, ia com o maior gosto do mundo e sempre fui inchirida. Não é a toa que com 12 anos fazia parte do grupo de sapateado dos Adultos da Dallal Aschcar. E os professores sempre me deram a maior força. Nesse quesito sempre fui muito precoce. Queria o mundo do sapateado ao meu redor.
Algumas vezes entrei na contramão da arte. Fiz curso de passarela, fotografia, etiqueta, maquiagem. Mas sempre acabava naquele metro quadrado cheio de espelhos na parede, e barras vermelhas para combinar com o slogan da academia.
Por alguns acasos, não muito bem vindos ao momento, meu endereço da dança mudou. Começa então o universo da Studio Talento e Arte. Novos projetos, muitas mudanças. Mas foram anos maravilhosos. Como aprendi com aquelas pessoas maravilhosas. Tudo começou em 2004, mas pra mim tinha acabado em 2007. Tinha! Repito.
Agora, sem muito porque, fui levada a ter vontade de voltar. Sempre há tempo! Esse é meu tempo, minha hora. Nada naquele momento me impediu de enfrentar minha realidade. Pessoas não conseguiam me ligar e desviar meu caminho, minha mãe não argumentou quanto a nada, consegui falar com meu antigo partner e ele me deu a maior força para voltar. Tudo foi como o não esperado. Normalmente alguém me ligaria, ou eu receberia alguma mensagem que desviaria meu rumo. Porém o destino, mais uma vez, me ajudou e eu consegui infrentar meus medos quanto a essa volta.
Muitas pessoas me motivaram a isso esse mês que passou. Não irei citá-las, mas aqui vai meu muito obrigada! Sem a palavra e incentivo de vocês (e cada um que lê, sabe a quem agradeço) nada disso estaria acontecendo.
E foi assim que Rafaella, voltou a sapatear!
DO YOU TAP? I PLAY!

meus pés
Rafaella Telles

Myself

Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras, das santinhas, das nem tão santinhas assim. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do bairro, a do ballet, a do inglês, as virtuais, as agregadas, as certas e as tortas, as velhas e as novas.
E em cada um desses universos eu criava uma nova Rafaella, que se encaixasse. Essa sempre foi a melhor parte, em cada novo universo, você pode assumir um novo você, com elementos do que tá à sua volta e elementos teus. Mas sem deixar o verdadeiro eu ir embora.
Isso é MÁGICO.
É nessa que você se constrói, é de cada pedaço que você pega pelo caminho e vai colocando dentro de você que você é feito.
Mas uma vez me disseram que “mudar” de acordo com o ambiente e as pessoas que me cercam é errado e mostra que você não sabe quem é, ou que tá mentindo pra um dos lados.
Só que se você sair só andando na água, você se afoga. E se sair nadando na terra vão te dar choque no cérebro. Não dá pra virar um saco de atitudes predefinidas, isso não é viver, isso é encenar a própria existência.
Vou te falar o que é errado: atacar uma pessoa por ser várias ou não amar todas as pessoas que essa pessoa possa ser. Porque o sorriso dela é o mesmo em todo lugar, o olhar também, o cheiro também. E o que ela sente por você, também! Isso também vale pro que ela NÃO sentir.
Quando o outro é 10 e a gente é 10, a gente acaba sendo 20. Na minha cabeça, não faz sentido querer diminuir o resultado dessa soma.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amigas

''Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.''

Marilyn Monroe


* Tenho postado muito esses dias. Mais do que normalmente postava em um ano. Antes escrevia e guardava pra mim, poucos textos eram publicados. Mas agora não, bons textos tenho escrito e outros lido. Esse foi um que me chamou bastante a atenção. De fato expressa o relacionamento entre mim e minhas amigas.
Uma delas, além de ter relação de salada comigo hahaha, me ensinou (forçadamente) a admirar Marilyn Monroe. Uma amizade de boas trocas a nossa. Graças à mim ela tem um gosto musical mais refinado e conhece outros lugares além de sua bela moradia. E graças à ela tenho uma alimentação mais saudável e sou menos seca, fria, chata (não! chata eu continuo sendo.. rs).
Não só ela. Tenho grandes amigas, e tenho percebido isso cada vez mais ultimamente. Conto nos dedos, mas são indispensáveis nos meus dias.
Outra, me acolhe com todo amor do mundo em qualquer situação do meu dia. Sendo feliz ou triste o que tenho a compartilhar. Lá está ela! Quase uma irmã. Quase não. A irmã que não tive.
Obrigada, amigas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O buchicho

Postado por Bruno Medina em 13 de maio de 2010 às 11:27 no instante posterior.


A pergunta que mais tenho ouvido desde ontem, na padaria, no twitter, aqui no blog e em todo lugar é “Bruno, verdade que o Los Hermanos vai voltar?”. Pois, a questão que pode soar um tanto deslocada para quem não tomou ainda conhecimento do buchicho que ecoa por aí, e que permanecia adormecida desde os shows de março do ano passado, voltou. Muito por conta de uma entrevista recentemente concedida à Revista Trip pelo Marcelo, em que ele menciona duas apresentações da banda agendadas para o próximo semestre. Bom, antes de tentar elucidar a questão, permitam-me cometer aqui o impropério da autoreferência, a partir de um trecho extraído de meu primeiro post nesse blog, há exatos 3 anos:

“A banda não acabou. Embora pareça claro, também não posso deixar de perceber como assusta outra palavra que usamos na nota divulgada em nosso site: “indeterminado”. Não é infinito, é indeterminado.”

Só me cabe, então, achar graça das tantas vezes que nos “mataram” durante esse tempo, talvez pela incapacidade de distinguir o significado da frase acima. Posto isso, não sei como responder à pergunta que me fazem sem parar; porque “voltar” não é o que melhor descreve o que está para acontecer, muito embora, sob determinado ponto de vista, também não deixe de estar certo.

O que posso lhes dizer é que recebemos, sim, propostas para shows em duas cidades pelas quais temos enorme apreço, Recife e Salvador. Ao que me consta não está nada acertado ainda, mas o desejo da banda é, definitivamente, que se concretizem. Solicitamos apenas que as apresentações ocorressem em espaços menores do que de costume, em teatros quem sabe, porque consideramos esses nossos lugares preferidos para tocar, por serem mais adequados no que se refere à acústica. E pronto, isso é tudo que sei até o momento.

Assim que houver novidades, terei prazer em atualizá-los.


* MEU DEUS! Se for assim, não perderei por nada!

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe


Ser Mãe
Coelho Neto

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!


* E foi assim que começou meu dia (ou melhor, o dela) recebendo da minha amada UFF um e-mail com esse poema de Coelho Neto. Sem dúvidas nenhuma, minha mãe se debulhou em lágrimas, e olha que desta vez não fui eu a autora de tais parágráfos. Mães são criaturas absurdas. Conseguem ser pessoas extremamente simples, e ao mesmo tempo carregam o poder do mundo nas mãos. Eu amo demais a minha dona Tereza. Minha força, minha inspiração, meu caminho de volta e meu exemplo de carinho.


' Quando eu ainda nem havia nascido, me lembro de te ver deitar na cama com a mão na barriga, tão cheia de dúvidas sobre meu sexo, tão ansiosa pra me conhecer... e de cima de uma nuvem espumosa, por onde te espiava em seus mínimos detalhes repletos de amor, decidi que te faria saber sobre mim e calaria as dúvidas do seu coração.

Logo depois que você pegou no sono, entrei no quarto na ponta do meus pés pequenos e, com algum esforço e sem fazer barulho algum, subi na cama e te alcancei. Por alguns segundos te olhei de perto. Você conseguia ser ainda mais bonita do que vista de lá do céu. Tinha um rosto de boneca e mãos de anjo. Haviam mesmo me contado sobre o dom que as mães têm de se tornarem luz aqui na Terra. Mas eu só acreditei nisso depois que ao seu lado, senti paz. E percebi que ainda estava por conhecer o que significava realmente o amor atemporal, incondicional. Em seguida, te dei um beijinho doce no rosto, ao que pra meu espanto, você acordou. E no ímpeto de me ter logo ao seu lado, me agarrou com seus (a)braços sempre tão fortes. Senti medo! Não era chegada a minha hora. Me contorci, me debati, escorreguei, te avisei que o tempo passaria depressa e lhe pedi calma. Saí correndo do quarto e de um salto, voltei pra minha nuvem e pra minha incansável rotina de dia e noite te espreitar.

Você acordou, piscou uma ou duas vezes pra tentar clarear toda aquela confusão. Em seguida, acariciou a barriga, como fizera naquelas outras 134 vezes durante o dia. E pensou como Deus havia sido bom por te mandar um sonho tão esclarecedor. Você perguntou se eu era menino ou menina e ficou assim sabendo, ao reconhecer a minha boca macia de coração. Sabia que eu seria a sua menina, só sua menina.

O que você não sabia, é que aquelas coisas todas não foram sonho, tão pouco coincidência. A verdade é que eu te escolhi muito antes de você me conhecer, mãe! E mais do que querer te acalentar a alma te contando quem eu era, queria mesmo era descer um pouquinho antes do tempo pra te sentir bem perto e perceber que sim, você era real!

Eu mal podia imaginar que as nuvens não me fariam falta alguma. Vez ou outra, veja só, encontro um pedaço enorme do céu dentro de você! '

Embala meus sonhos, mãe. Eles ainda se espelham em você.

FELIZ DIA DAS MÃES, MÃE ! eu te amo muito.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

...


escrevi TODO um texto e não salvei. eeu heim !
ainda consigo escrever um melhor que aquele.
vai ver não era pra ser postado.
mas continuo triste de ter sumido com ele..
ahhhhhhh !

quinta-feira, 18 de março de 2010

a mulher de escorpião

Certamente as nativas de escorpião são sedutoras. Mas ao contrário das librianas, não é bem como se fosse uma aura. Em escorpião quando se trata de seduzir a coisa parece sobrenatural, tamanho o poder e hipnose. E o fato de que elas parecem não saber o poder que tem, só torna a coisa ainda mais intrigante. E bem, você também não saberia se ela soubesse, porque nada pode atravessar a barreira que a mulher de escorpião cria entre ela e o mundo. Ninguém sabe direito o que se passa ali. A única vez que você vai ver a pessoa escondida por tras daqueles olhos feitos de imã será em seus acessos de fúria. E nenhuma mulher é tão aterrorizante quanto esta furiosa. Todo mundo vai duvidar quando você disser isso, acostume-se. Vão olhar pra você com cara feia pensando: "como ele pode dizer uma coisa dessas sobre uma menina tão meiga e delicada?". Elas sabem esconder o que são ou sentem. É difícil dizer se você está apaixonado por essa mulher ou se foi simplesmente impossível desviar do feitiço que o olhar impenetrável dela lhe lançou. É uma femme fatale. Dizem que mexem com magia negra. Só intriga da oposição, claro. Mas eu não duvidaria tanto assim se tentassem me convencer. Ela admira a ambição e coragem num homem. Se parecem com as arianas em precisar de um homem que as orgulhe e as domine, sem mexer, claro, com sua individualidade escondida por antigos encantamentos. Uma vez em sua companhia, a credibilidade de um homem só tende a crescer mais e mais, porque ter chamado a atenção de uma mulher dessas não é pouca coisa. E assim que tenha é bom estar preparado para a intensidade de sua paixão. E quando eu digo intensa não é só um adjetivo que encontrei. Realmente é, como não se encontra por ai. As mulheres de escorpião são apaixonadas em tudo mas funcionam como uma represa, meticulosamente contida por seus olhos. Mas eu vou logo avisando, a menina é possessiva mas não tolera possessividade. Tá bom assim? E não serão poucos os homens sendo atraídos pelo magnetismo pessoal desta pessoa. Acho que é melhor nem discutir muito porque ela é tão... que ela vence até quando perde. A última palavra é dela. Aqui não tem meio termo. Ou ela vai te amar muito ou nada. E ficará infeliz se tiver que viver numa situação mais ou menos. As nativas do signo são donas de grandes virtudes e isso é inegável. Bem como seus defeitos são igualmente grandes. Dificilmente essa mulher será uma hipócrita. Ela não precisa estar casada para que seu relacionamento com alguém seja verdadeiro e acima de muito amor egoísta dentro dos conformes. Ela não entende outra lei senão a de seu próprio coração e acho que esta é uma de suas maiores definições.

Intensidade, paixão, força, coragem, independencia.
Devidamente apresentada!